No Éden, a serpente ousou descredibilizar a voz do Criador, seduziu os primeiros pais a desconfiar da infalibilidade, autoridade, suficiência e veracidade da Palavra de Deus. Ainda hoje, essa rebeldia nefasta e fatal ecoa em diversos contextos qual uma infiltração que sorrateira e tacitamente corrói a solidez da fé que, de uma vez, foi entregue à Igreja. A estratégia satânica, que já se travestiu de diversos conceitos na História da Redenção, modernamente, se colore de tons “liberais”, “progressistas”, “neo-ortodoxos”, “leituras subjetivas” e alguns outros “avanços” que se arvoram como “intelectuais” e capitulam a academia do fazer teológico e reflete nos púlpitos.
No passado, esse viés comprometido mais com ideologias do que com a herança bíblica contaminou instituições de ensino de denominações históricas e, com o tempo, minou as convicções reformadas, afundou antigos princípios e relativizou verdades absolutas. Tal tendência, assim como na primeira tentação, afasta as criaturas da presença de Deus: gerações foram capturadas, templos esvaziados, narrativas produzidas e a fé singela maculada.
A Primeira Igreja, historicamente, sempre se posicionou de maneira ferrenha, clara e ousada em defesa da Palavra de Deus. Ao passo que muitos, desde sempre, “estão indo de mal a pior, enganando e sendo enganados”; nossa comunidade resolveu, firmemente, “permanecer naquilo que aprendemos”, pois “sabemos de quem o aprendemos” (2Tm 3.13-15) e este legado não pode ser esfarelado. Valores que nos foram transmitidos pelas gerações passadas, a bem das memórias que ora resgatamos, não serão substituídos por devaneios e miragens que agradaram ouvidos contemporâneos.
Ecclesia reformata et semper reformanda est! Então, olhando adiante, seguiremos retornando às verdades indeléveis da Bíblia, perseverando nos caminhos da Palavra e avançando, com passo ritmado pela graça e misericórdia, em fidelidade ao Senhor Deus, à Igreja que deixaremos aos nossos filhos. Assim, oramos “àquele que é poderoso para nos guardar de tropeços e para nos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Jd 1.24). Que Deus assim nos proteja, preserve e abençoe!
Após breves 150 anos de História, confirmamos, como Igreja, o texto bíblico: “Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel; tudo se cumpriu.“ (Js 21.45). Em tudo isso, seja apenas o Senhor glorificado, honrado, bendito, magnificado, adorado e exaltado. A Primeira Igreja de Machado rende graças ao Senhor Deus porque ele é bom, sua misericórdia dura para sempre, e de geração em geração a sua fidelidade.
Pela Coroa Real do Salvador,
Coram Deo.
Pr. Eduardo Bornelli de Castro
Uma história marcada por plantação de Igrejas
Dentre as notáveis virtudes do ministério do Rev. Isaías Garcia Vieira e sua dileta esposa, Jane Caixeta Vieira, Pastor desta Igreja por mais de meio século, destaca-se a plantação de Igrejas com uma visão dada por Deus. Com gerência administrativa estratégica e com apoio de evangelistas, muitos deles leigos, a Primeira Igreja se posicionou nos avanços urbanos e rurais de Machado ao fincar, nos bairros nascentes, a presença evangélica referencial; semearam-se comunidades que, amadurecidas, se tornaram Igrejas emancipadas, com liderança própria e vibrante vitalidade no Evangelho. Sem dividir ou fraturar o Corpo de Cristo, por partidarismo ou dissensão, a Primeira Igreja se expandiu e, com participação ativa e direta, multiplicou-se.
A Igreja Sesquicentenária carrega em seu legado a plantação da 2ª, da 3ª, da 4ª Igreja de Machado, da Igreja do Maanaim, das congregações (5ª, 6ª e 8ª Igrejas); da Igreja de Alfenas, de Paraguaçu, de Serrania, de Pouso Alegre, de Carvalhópolis, além de participação em vários outros trabalhos na cidade e na região. De fato, “não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte”, assim também a luz do Evangelho brilhou na cidade e nas redondezas, fruto da evangelização e empenho estratégico desta comunidade.
Impossível encerrar num artigo os 150 anos!
Ecoam aqui as palavras do autor da carta aos Hebreus, “e que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir” aos vários ministérios que organicamente frutificaram nesta comunidade. Tem-se a Semana Jovem que completa sua 11ª edição em 2024, evento realizado sempre no fim de julho, que conta com o envolvimento de todas as Igrejas da região. Tem-se a Conferência da Fé Reformada, abrigada há 8 anos pelo Templo da Primeira Igreja, que tem sido uma importante voz do Presbitério Sul de Minas em prol da herança teológica bíblica. Tem-se o Grupo Ágape, trabalho evangelístico de décadas, às segundas-feiras, com inúmeros frutos para o Reino de Deus. Tem-se o Coral, um grupo longevo que com notas afinadas e harmônicas, abençoa nossa Igreja e a cidade. Têm-se as secretárias, que tão prontamente servem à comunidade, representadas pela Srtª. Ana Lúcia, que cooperou com a Igreja por 35 anos. Tem-se o ministério de música, que por décadas auxiliou, com muitos instrumentistas e cantores, o solene canto congregacional em louvor ao Senhor. Tem-se o ministério dos Gideões, com que a Igreja coopera desde 1987. Tem-se a Secretaria de Missões, que auxilia muitos missionários ao redor do mundo. Têm-se as reuniões de oração, as células, os encontros de mulheres, programas de rádio, transmissão online dos cultos, podcasts, estudos bíblicos de senhoras, momentos de partilha e de exposição do texto bíblico.
Têm-se, por fim, incontáveis irmãos que exprimem – em seus multiformes ministérios, muitas vezes anônimos aos olhos humanos ou “escapados” no registro de memórias institucionais – a graça de Deus que chama para serem discípulos de Cristo servos inúteis, nomeados aqui ou não; contudo, certamente, nenhuma boa obra será esquecida no Dia da Vitória, quando o próprio Senhor vai retribuir a cada um com eterno galardão.
Fotos do Culto Solene ao Senhor em gratidão pelos 150 anos, prestado aos 28 de setembro de 2024 com um coral formado por ministros de louvor de diversas Igrejas que guardam no DNA a participação da Primeira Igreja.
A Primeira avança
No Éden, a serpente ousou descredibilizar a voz do Criador, seduziu os primeiros pais a desconfiar da infalibilidade, autoridade, suficiência e veracidade da Palavra de Deus. Ainda hoje, essa rebeldia nefasta e fatal ecoa em diversos contextos qual uma infiltração que sorrateira e tacitamente corrói a solidez da fé que, de uma vez, foi entregue à Igreja. A estratégia satânica, que já se travestiu de diversos conceitos na História da Redenção, modernamente, se colore de tons “liberais”, “progressistas”, “neo-ortodoxos”, “leituras subjetivas” e alguns outros “avanços” que se arvoram como “intelectuais” e capitulam a academia do fazer teológico e reflete nos púlpitos.
No passado, esse viés comprometido mais com ideologias do que com a herança bíblica contaminou instituições de ensino de denominações históricas e, com o tempo, minou as convicções reformadas, afundou antigos princípios e relativizou verdades absolutas. Tal tendência, assim como na primeira tentação, afasta as criaturas da presença de Deus: gerações foram capturadas, templos esvaziados, narrativas produzidas e a fé singela maculada.
A Primeira Igreja, historicamente, sempre se posicionou de maneira ferrenha, clara e ousada em defesa da Palavra de Deus. Ao passo que muitos, desde sempre, “estão indo de mal a pior, enganando e sendo enganados”; nossa comunidade resolveu, firmemente, “permanecer naquilo que aprendemos”, pois “sabemos de quem o aprendemos” (2Tm 3.13-15) e este legado não pode ser esfarelado. Valores que nos foram transmitidos pelas gerações passadas, a bem das memórias que ora resgatamos, não serão substituídos por devaneios e miragens que agradaram ouvidos contemporâneos.
Ecclesia reformata et semper reformanda est! Então, olhando adiante, seguiremos retornando às verdades indeléveis da Bíblia, perseverando nos caminhos da Palavra e avançando, com passo ritmado pela graça e misericórdia, em fidelidade ao Senhor Deus, à Igreja que deixaremos aos nossos filhos. Assim, oramos “àquele que é poderoso para nos guardar de tropeços e para nos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Jd 1.24). Que Deus assim nos proteja, preserve e abençoe!
Após breves 150 anos de História, confirmamos, como Igreja, o texto bíblico: “Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel; tudo se cumpriu.“ (Js 21.45). Em tudo isso, seja apenas o Senhor glorificado, honrado, bendito, magnificado, adorado e exaltado. A Primeira Igreja de Machado rende graças ao Senhor Deus porque ele é bom, sua misericórdia dura para sempre, e de geração em geração a sua fidelidade.
Pela Coroa Real do Salvador,
Coram Deo.
Pr. Eduardo Bornelli de Castro
Ministros da Primeira Igreja
Depois de Carvalhosa e Miguel Torres, o Rev. Caetaninho, residente na cidade de Campestre, foi Pastor desde 1892 até ao seu falecimento, em 1909, então, assumiu o pastorado o Rev. Bellarmin Ferraz. Em 1916, o Rev. Alfredo Rangel Teixeira foi o Pastor; de 1917 a 1924, o Rev. Orlando Ferraz pastoreou a Igreja. Consta que, em 1919, o Rev. Alfredo Borges Teixeira presidiu o Conselho.
De 1925 a 1927, era Pastor o Rev. Thomaz Pinheiro Guimarães; de 1928 a 1932, o Rev. Daniel Damasceno Moraes. No ano seguinte, o Rev. José Antônio de Campos; e, após, por 10 anos, 1934 a 1943, assumiu a comunidade o Rev. José Cruz. Por três anos, 1944 a 1946, pastoreou a Igreja o Rev. João Bernardes da Silva. Entre 1947 e 1952, a Igreja foi pastoreada pelo Rev. Rossini Sales Fernandes, com auxílio de sua piedosa esposa, Yedda Novaes Fernandes. Além de uma passagem frutífera, deixando muita saudade no rebanho, o casal foi responsável pela composição da letra (ele) e da melodia (ela) do Hino Oficial de Machado.
O Rev. Lutero Cintra Damião foi Pastor por 3 anos, de 1952 a 1954, quando assumiu o Rev. Erasmo Stutz, por um ano. Segue-se, em 1956, 1957 e 1960, o Rev. Domingos Bezerra Pais; e o Rev. Silas Silveira, em 1958 e 1959. Então, por 8 anos, de 1961 a 1968, o Rev. Orlando Braidotti. De 1969 a meados de 1970, pastoreou a Igreja o Rev. José Eduardo Bornelli, período em que foi construído e consagrado o salão social ao lado do Templo e as salas do subsolo foram usadas para secretaria e gabinete pastoral.
Depois, por 52 anos, seja presidindo o Conselho (40 anos), seja compondo o colegiado de pastores (13 anos e contando), o ministério do Pr. Isaías Garcia Vieira foi muito frutífero em nossa comunidade. O Rev. Alex Sandro dos Santos foi Pastor por 20 anos, 7 anos servindo na congregação do Jardim das Oliveiras, 6ª Igreja; e 13 anos na sede; assumindo a presidência do Conselho em 2011. No ano de 2023, o Rev. Isaías Garcia Vieira, aos 88 anos, voltou à presidência do Conselho, auxiliado pelos pastores Rev. Daniel Brust, Rev. Marinaldo dos Santos Silva e Rev. Giovani de Ávila Magalhães. Em 2024, o Rev. Sebastião Machado Arruda passou a compor o colegiado de pastores; e o Rev. Eduardo Bornelli de Castro assumiu a presidência do Conselho e a titularidade do pastorado.
Instituições que nasceram na Primeira
Merece destaque a história dos acampamentos; o primeiro foi realizado na Fazenda Serra Negra, no dia 5 de março, carnaval de 1957. A partir de então, adentrando à década de 1960, vários acampamentos tiveram lugar na Fazenda Canaã, Fazenda Alvorada. Com a regularidade dos eventos e evidentes frutos desse ministério, decidiu-se preparar um espaço adequado para os retiros, sonhou-se com o Acampamento Maanaim e iniciou-se a construção em 1972. São incontáveis os testemunhos de conversão! Milhares de vidas foram impactadas, santificadas e desafiadas ao campo missionário; namoros cristãos e casamentos foram unidos pela convivência sadia dos jovens. Até hoje, pela graça, o Maanaim conta com centenas de acampantes em seus tradicionais e muito procurados eventos anuais.
Ademais, A Casa do Estudante Rural (CERAL) foi um braço educacional e social da Primeira Igreja. Em 1969, o Conselho decidiu comprar uma chácara para estabelecer uma granja e um local que pudesse receber filhos de colonos que viessem para a cidade estudar. Depois de anos, tendo alterado a realidade socioeconômica e a demanda não ser mais verificada, no mesmo local, plantou-se a Missão Vida Nova, em 1995, uma associação sem fins lucrativos, que se destina à recuperação de dependentes químicos. Centenas de pessoas foram atingidas pela comunicação do Evangelho no contexto dessa clínica de recuperação; e, até hoje, com estrutura construída e reformada para esse fim, a Casa de Apoio Missão Vida Nova dispõe vagas para atendimento de pessoas de toda a região.
Outro ministério muito tocante e frutífero, que tem o apoio e a participação de membros da Primeira Igreja, é a Creche Sinai – a primeira creche fundada na cidade de Machado – uma instituição que completa 50 anos! Irmãs da Igreja se dispuseram para a fundação e sustento desse ministério, cujo nome já aponta para sua finalidade: aproximar as crianças e suas famílias desse Deus que se revelou na Palavra. Inúmeros pequeninos foram tocados por uma formação séria e a comunicação da Palavra enquanto suas mães trabalhavam; muitas, inclusive, capacitadas pelos cursos ministrados na Creche.
Foto rara do Primeiro Templo da Primeira Igreja, consagrado aos 24 de janeiro de 1937, para cerca de 110 pessoas.
Segundo Tempo da Primeira Igreja, consagrado, sob ameaça de perseguição, em 1963, para cerca de 270 pessoas.
Terceiro e atual Templo da Primeira Igreja, consagrado aos 9 de novembro de 2013, para mais de 800 pessoas.
Uma história marcada por plantação de Igrejas
Dentre as notáveis virtudes do ministério do Rev. Isaías Garcia Vieira e sua dileta esposa, Jane Caixeta Vieira, Pastor desta Igreja por mais de meio século, destaca-se a plantação de Igrejas com uma visão dada por Deus. Com gerência administrativa estratégica e com apoio de evangelistas, muitos deles leigos, a Primeira Igreja se posicionou nos avanços urbanos e rurais de Machado ao fincar, nos bairros nascentes, a presença evangélica referencial; semearam-se comunidades que, amadurecidas, se tornaram Igrejas emancipadas, com liderança própria e vibrante vitalidade no Evangelho. Sem dividir ou fraturar o Corpo de Cristo, por partidarismo ou dissensão, a Primeira Igreja se expandiu e, com participação ativa e direta, multiplicou-se.
A Igreja Sesquicentenária carrega em seu legado a plantação da 2ª, da 3ª, da 4ª Igreja de Machado, da Igreja do Maanaim, das congregações (5ª, 6ª e 8ª Igrejas); da Igreja de Alfenas, de Paraguaçu, de Serrania, de Pouso Alegre, de Carvalhópolis, além de participação em vários outros trabalhos na cidade e na região. De fato, “não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte”, assim também a luz do Evangelho brilhou na cidade e nas redondezas, fruto da evangelização e empenho estratégico desta comunidade.
Impossível encerrar num artigo os 150 anos!
Ecoam aqui as palavras do autor da carta aos Hebreus, “e que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir” aos vários ministérios que organicamente frutificaram nesta comunidade. Tem-se a Semana Jovem que completa sua 11ª edição em 2024, evento realizado sempre no fim de julho, que conta com o envolvimento de todas as Igrejas da região. Tem-se a Conferência da Fé Reformada, abrigada há 8 anos pelo Templo da Primeira Igreja, que tem sido uma importante voz do Presbitério Sul de Minas em prol da herança teológica bíblica. Tem-se o Grupo Ágape, trabalho evangelístico de décadas, às segundas-feiras, com inúmeros frutos para o Reino de Deus. Tem-se o Coral, um grupo longevo que com notas afinadas e harmônicas, abençoa nossa Igreja e a cidade. Têm-se as secretárias, que tão prontamente servem à comunidade, representadas pela Srtª. Ana Lúcia, que cooperou com a Igreja por 35 anos. Tem-se o ministério de música, que por décadas auxiliou, com muitos instrumentistas e cantores, o solene canto congregacional em louvor ao Senhor. Tem-se o ministério dos Gideões, com que a Igreja coopera desde 1987. Tem-se a Secretaria de Missões, que auxilia muitos missionários ao redor do mundo. Têm-se as reuniões de oração, as células, os encontros de mulheres, programas de rádio, transmissão online dos cultos, podcasts, estudos bíblicos de senhoras, momentos de partilha e de exposição do texto bíblico.
Têm-se, por fim, incontáveis irmãos que exprimem – em seus multiformes ministérios, muitas vezes anônimos aos olhos humanos ou “escapados” no registro de memórias institucionais – a graça de Deus que chama para serem discípulos de Cristo servos inúteis, nomeados aqui ou não; contudo, certamente, nenhuma boa obra será esquecida no Dia da Vitória, quando o próprio Senhor vai retribuir a cada um com eterno galardão.
Fotos do Culto Solene ao Senhor em gratidão pelos 150 anos, prestado aos 28 de setembro de 2024 com um coral formado por ministros de louvor de diversas Igrejas que guardam no DNA a participação da Primeira Igreja.
A Primeira avança
No Éden, a serpente ousou descredibilizar a voz do Criador, seduziu os primeiros pais a desconfiar da infalibilidade, autoridade, suficiência e veracidade da Palavra de Deus. Ainda hoje, essa rebeldia nefasta e fatal ecoa em diversos contextos qual uma infiltração que sorrateira e tacitamente corrói a solidez da fé que, de uma vez, foi entregue à Igreja. A estratégia satânica, que já se travestiu de diversos conceitos na História da Redenção, modernamente, se colore de tons “liberais”, “progressistas”, “neo-ortodoxos”, “leituras subjetivas” e alguns outros “avanços” que se arvoram como “intelectuais” e capitulam a academia do fazer teológico e reflete nos púlpitos.
No passado, esse viés comprometido mais com ideologias do que com a herança bíblica contaminou instituições de ensino de denominações históricas e, com o tempo, minou as convicções reformadas, afundou antigos princípios e relativizou verdades absolutas. Tal tendência, assim como na primeira tentação, afasta as criaturas da presença de Deus: gerações foram capturadas, templos esvaziados, narrativas produzidas e a fé singela maculada.
A Primeira Igreja, historicamente, sempre se posicionou de maneira ferrenha, clara e ousada em defesa da Palavra de Deus. Ao passo que muitos, desde sempre, “estão indo de mal a pior, enganando e sendo enganados”; nossa comunidade resolveu, firmemente, “permanecer naquilo que aprendemos”, pois “sabemos de quem o aprendemos” (2Tm 3.13-15) e este legado não pode ser esfarelado. Valores que nos foram transmitidos pelas gerações passadas, a bem das memórias que ora resgatamos, não serão substituídos por devaneios e miragens que agradaram ouvidos contemporâneos.
Ecclesia reformata et semper reformanda est! Então, olhando adiante, seguiremos retornando às verdades indeléveis da Bíblia, perseverando nos caminhos da Palavra e avançando, com passo ritmado pela graça e misericórdia, em fidelidade ao Senhor Deus, à Igreja que deixaremos aos nossos filhos. Assim, oramos “àquele que é poderoso para nos guardar de tropeços e para nos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Jd 1.24). Que Deus assim nos proteja, preserve e abençoe!
Após breves 150 anos de História, confirmamos, como Igreja, o texto bíblico: “Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel; tudo se cumpriu.“ (Js 21.45). Em tudo isso, seja apenas o Senhor glorificado, honrado, bendito, magnificado, adorado e exaltado. A Primeira Igreja de Machado rende graças ao Senhor Deus porque ele é bom, sua misericórdia dura para sempre, e de geração em geração a sua fidelidade.
Pela Coroa Real do Salvador,
Coram Deo.
Pr. Eduardo Bornelli de Castro
”Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras
que o Senhor falara à casa de Israel;
tudo se cumpriu.“ (Js 21.45)
1874,
Na terra fria, arrebenta a semente…
Mais um café? Não! É feita de gente
Em cuj’alma forja-se a fé do Pacto!
Sob hostil olhar – tentaram, de fato,
Minar em Minas “este povo crente”,
Abortar a árvore incipiente –
Avança, em triunfo, o Livro Sagrado!
Eis, um a um, cada fruto alcançado,
Gerando outros. Mais um pecador sente
Plena paz: “Fui salvo! Graça somente!”
A Igreja, não do acaso ou de repente,
No passado [ou no futuro] é presente
150 anos em/a Machado!
Pr. Eduardo Bornelli de Castro
Primeiros passos
No dia 27 de setembro de 1874, por volta das 18 horas, foi organizada a “Igreja Presbyteriana na Freguesia de Santo Antônio de Machado”, termo de Alfenas, Província de Minas Gerais, na residência de Severo Augusto Pereira, com 10 membros, 8 de Machado e 2 de outra Igreja. Nessa preciosa data, algumas pessoas foram batizadas, foi celebrada a Ceia do Senhor; estando presentes o licenciado Miguel Gonçalves Torres, que seria ordenado ministro no ano seguinte, e o, já Pastor, Rev. Modesto Perestrello Barros de Carvalhosa.
Nos anos seguintes a recém-plantada Igreja era visitada, a cavalo ou a pé, anualmente, pelo Rev. Miguel Gonçalves Torres que, por recomendação médica, a fim de tratar de uma tuberculose pulmonar, residia na cidade de Caldas. O ministro nascera em Portugal e viera para o Brasil ainda criança, converteu-se e foi um dos quatro primeiros pastores formados no Seminário Presbiteriano do Rio de Janeiro, conhecido também como “Seminário Primitivo”. Ele trabalhou ainda como colportor, vendedor itinerante de bíblias e literaturas afins. Após alguns anos, servindo a Deus como Pastor e professor, faleceu em 1892, aos 43 anos.
Amalgamadas ao crescimento orgânico do rebanho, pela evangelização, “houve perseguições violentas naquele lugar”, que desafiavam a perseverança da Igreja: Generoso Messias, um dos membros fundadores, foi proibido de sepultar sua mãe, também protestante, no cemitério da cidade; o que o levou a enterrá-la no jardim de sua própria casa. O “povinho” era constantemente açulado a perseguir os inimigos; em 1881, por exemplo, o Senador Florentino Meira de Vasconcellos, presidente da então Província, narra que na noite de 2 junho, “em Santo Antônio do Machado, um grupo de 200 pessoas, mais ou menos, tentou assaltar as casas dos acathólicos n’aquele arraial. Durante toda noite perturbaram o socego [sic] público, e tal foi o terror, que algumas famílias abandonaram seus domicílios.” Houve ainda alguns episódios de tentativa de entrar no Templo recém-inaugurado, na década de 1960, ou de queimar os novos testamentos distribuídos nas escolas, na década de 1970. Esses tristes obstáculos, contudo, não prosperaram em coagir ou intimidar o avanço da Palavra.
Em 1903, quando da fundação da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, o então Pastor da Igreja de Machado (como de outras comunidades da região), Rev. Caetano Luiz Gomes Nogueira Júnior, estava entre os fundadores. O Rev. Caetaninho, como era chamado, foi também o primeiro moderador do Presbitério Independente e, em 1908, do Sínodo da nova denominação. Assim, no início do século passado, a Igreja de Machado – que arrolara em sua organização a mãe, Maria Eufrosina de Nazaré, e o irmão mais velho, Severo Augusto Pereira, do Rev. Eduardo Carlos Pereira – embora não tendo provocado a cisma, tornou-se uma das comunidades fundadoras.
Esta primeira ata, assinada pelo Rev. Modesto Carvalhosa, está preservada no acervo da Primeira Igreja.
Ministros da Primeira Igreja
Depois de Carvalhosa e Miguel Torres, o Rev. Caetaninho, residente na cidade de Campestre, foi Pastor desde 1892 até ao seu falecimento, em 1909, então, assumiu o pastorado o Rev. Bellarmin Ferraz. Em 1916, o Rev. Alfredo Rangel Teixeira foi o Pastor; de 1917 a 1924, o Rev. Orlando Ferraz pastoreou a Igreja. Consta que, em 1919, o Rev. Alfredo Borges Teixeira presidiu o Conselho.
De 1925 a 1927, era Pastor o Rev. Thomaz Pinheiro Guimarães; de 1928 a 1932, o Rev. Daniel Damasceno Moraes. No ano seguinte, o Rev. José Antônio de Campos; e, após, por 10 anos, 1934 a 1943, assumiu a comunidade o Rev. José Cruz. Por três anos, 1944 a 1946, pastoreou a Igreja o Rev. João Bernardes da Silva. Entre 1947 e 1952, a Igreja foi pastoreada pelo Rev. Rossini Sales Fernandes, com auxílio de sua piedosa esposa, Yedda Novaes Fernandes. Além de uma passagem frutífera, deixando muita saudade no rebanho, o casal foi responsável pela composição da letra (ele) e da melodia (ela) do Hino Oficial de Machado.
O Rev. Lutero Cintra Damião foi Pastor por 3 anos, de 1952 a 1954, quando assumiu o Rev. Erasmo Stutz, por um ano. Segue-se, em 1956, 1957 e 1960, o Rev. Domingos Bezerra Pais; e o Rev. Silas Silveira, em 1958 e 1959. Então, por 8 anos, de 1961 a 1968, o Rev. Orlando Braidotti. De 1969 a meados de 1970, pastoreou a Igreja o Rev. José Eduardo Bornelli, período em que foi construído e consagrado o salão social ao lado do Templo e as salas do subsolo foram usadas para secretaria e gabinete pastoral.
Depois, por 52 anos, seja presidindo o Conselho (40 anos), seja compondo o colegiado de pastores (13 anos e contando), o ministério do Pr. Isaías Garcia Vieira foi muito frutífero em nossa comunidade. O Rev. Alex Sandro dos Santos foi Pastor por 20 anos, 7 anos servindo na congregação do Jardim das Oliveiras, 6ª Igreja; e 13 anos na sede; assumindo a presidência do Conselho em 2011. No ano de 2023, o Rev. Isaías Garcia Vieira, aos 88 anos, voltou à presidência do Conselho, auxiliado pelos pastores Rev. Daniel Brust, Rev. Marinaldo dos Santos Silva e Rev. Giovani de Ávila Magalhães. Em 2024, o Rev. Sebastião Machado Arruda passou a compor o colegiado de pastores; e o Rev. Eduardo Bornelli de Castro assumiu a presidência do Conselho e a titularidade do pastorado.
Instituições que nasceram na Primeira
Merece destaque a história dos acampamentos; o primeiro foi realizado na Fazenda Serra Negra, no dia 5 de março, carnaval de 1957. A partir de então, adentrando à década de 1960, vários acampamentos tiveram lugar na Fazenda Canaã, Fazenda Alvorada. Com a regularidade dos eventos e evidentes frutos desse ministério, decidiu-se preparar um espaço adequado para os retiros, sonhou-se com o Acampamento Maanaim e iniciou-se a construção em 1972. São incontáveis os testemunhos de conversão! Milhares de vidas foram impactadas, santificadas e desafiadas ao campo missionário; namoros cristãos e casamentos foram unidos pela convivência sadia dos jovens. Até hoje, pela graça, o Maanaim conta com centenas de acampantes em seus tradicionais e muito procurados eventos anuais.
Ademais, A Casa do Estudante Rural (CERAL) foi um braço educacional e social da Primeira Igreja. Em 1969, o Conselho decidiu comprar uma chácara para estabelecer uma granja e um local que pudesse receber filhos de colonos que viessem para a cidade estudar. Depois de anos, tendo alterado a realidade socioeconômica e a demanda não ser mais verificada, no mesmo local, plantou-se a Missão Vida Nova, em 1995, uma associação sem fins lucrativos, que se destina à recuperação de dependentes químicos. Centenas de pessoas foram atingidas pela comunicação do Evangelho no contexto dessa clínica de recuperação; e, até hoje, com estrutura construída e reformada para esse fim, a Casa de Apoio Missão Vida Nova dispõe vagas para atendimento de pessoas de toda a região.
Outro ministério muito tocante e frutífero, que tem o apoio e a participação de membros da Primeira Igreja, é a Creche Sinai – a primeira creche fundada na cidade de Machado – uma instituição que completa 50 anos! Irmãs da Igreja se dispuseram para a fundação e sustento desse ministério, cujo nome já aponta para sua finalidade: aproximar as crianças e suas famílias desse Deus que se revelou na Palavra. Inúmeros pequeninos foram tocados por uma formação séria e a comunicação da Palavra enquanto suas mães trabalhavam; muitas, inclusive, capacitadas pelos cursos ministrados na Creche.
Foto rara do Primeiro Templo da Primeira Igreja, consagrado aos 24 de janeiro de 1937, para cerca de 110 pessoas.
Segundo Tempo da Primeira Igreja, consagrado, sob ameaça de perseguição, em 1963, para cerca de 270 pessoas.
Terceiro e atual Templo da Primeira Igreja, consagrado aos 9 de novembro de 2013, para mais de 800 pessoas.
Uma história marcada por plantação de Igrejas
Dentre as notáveis virtudes do ministério do Rev. Isaías Garcia Vieira e sua dileta esposa, Jane Caixeta Vieira, Pastor desta Igreja por mais de meio século, destaca-se a plantação de Igrejas com uma visão dada por Deus. Com gerência administrativa estratégica e com apoio de evangelistas, muitos deles leigos, a Primeira Igreja se posicionou nos avanços urbanos e rurais de Machado ao fincar, nos bairros nascentes, a presença evangélica referencial; semearam-se comunidades que, amadurecidas, se tornaram Igrejas emancipadas, com liderança própria e vibrante vitalidade no Evangelho. Sem dividir ou fraturar o Corpo de Cristo, por partidarismo ou dissensão, a Primeira Igreja se expandiu e, com participação ativa e direta, multiplicou-se.
A Igreja Sesquicentenária carrega em seu legado a plantação da 2ª, da 3ª, da 4ª Igreja de Machado, da Igreja do Maanaim, das congregações (5ª, 6ª e 8ª Igrejas); da Igreja de Alfenas, de Paraguaçu, de Serrania, de Pouso Alegre, de Carvalhópolis, além de participação em vários outros trabalhos na cidade e na região. De fato, “não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte”, assim também a luz do Evangelho brilhou na cidade e nas redondezas, fruto da evangelização e empenho estratégico desta comunidade.
Impossível encerrar num artigo os 150 anos!
Ecoam aqui as palavras do autor da carta aos Hebreus, “e que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir” aos vários ministérios que organicamente frutificaram nesta comunidade. Tem-se a Semana Jovem que completa sua 11ª edição em 2024, evento realizado sempre no fim de julho, que conta com o envolvimento de todas as Igrejas da região. Tem-se a Conferência da Fé Reformada, abrigada há 8 anos pelo Templo da Primeira Igreja, que tem sido uma importante voz do Presbitério Sul de Minas em prol da herança teológica bíblica. Tem-se o Grupo Ágape, trabalho evangelístico de décadas, às segundas-feiras, com inúmeros frutos para o Reino de Deus. Tem-se o Coral, um grupo longevo que com notas afinadas e harmônicas, abençoa nossa Igreja e a cidade. Têm-se as secretárias, que tão prontamente servem à comunidade, representadas pela Srtª. Ana Lúcia, que cooperou com a Igreja por 35 anos. Tem-se o ministério de música, que por décadas auxiliou, com muitos instrumentistas e cantores, o solene canto congregacional em louvor ao Senhor. Tem-se o ministério dos Gideões, com que a Igreja coopera desde 1987. Tem-se a Secretaria de Missões, que auxilia muitos missionários ao redor do mundo. Têm-se as reuniões de oração, as células, os encontros de mulheres, programas de rádio, transmissão online dos cultos, podcasts, estudos bíblicos de senhoras, momentos de partilha e de exposição do texto bíblico.
Têm-se, por fim, incontáveis irmãos que exprimem – em seus multiformes ministérios, muitas vezes anônimos aos olhos humanos ou “escapados” no registro de memórias institucionais – a graça de Deus que chama para serem discípulos de Cristo servos inúteis, nomeados aqui ou não; contudo, certamente, nenhuma boa obra será esquecida no Dia da Vitória, quando o próprio Senhor vai retribuir a cada um com eterno galardão.
Fotos do Culto Solene ao Senhor em gratidão pelos 150 anos, prestado aos 28 de setembro de 2024 com um coral formado por ministros de louvor de diversas Igrejas que guardam no DNA a participação da Primeira Igreja.
A Primeira avança
No Éden, a serpente ousou descredibilizar a voz do Criador, seduziu os primeiros pais a desconfiar da infalibilidade, autoridade, suficiência e veracidade da Palavra de Deus. Ainda hoje, essa rebeldia nefasta e fatal ecoa em diversos contextos qual uma infiltração que sorrateira e tacitamente corrói a solidez da fé que, de uma vez, foi entregue à Igreja. A estratégia satânica, que já se travestiu de diversos conceitos na História da Redenção, modernamente, se colore de tons “liberais”, “progressistas”, “neo-ortodoxos”, “leituras subjetivas” e alguns outros “avanços” que se arvoram como “intelectuais” e capitulam a academia do fazer teológico e reflete nos púlpitos.
No passado, esse viés comprometido mais com ideologias do que com a herança bíblica contaminou instituições de ensino de denominações históricas e, com o tempo, minou as convicções reformadas, afundou antigos princípios e relativizou verdades absolutas. Tal tendência, assim como na primeira tentação, afasta as criaturas da presença de Deus: gerações foram capturadas, templos esvaziados, narrativas produzidas e a fé singela maculada.
A Primeira Igreja, historicamente, sempre se posicionou de maneira ferrenha, clara e ousada em defesa da Palavra de Deus. Ao passo que muitos, desde sempre, “estão indo de mal a pior, enganando e sendo enganados”; nossa comunidade resolveu, firmemente, “permanecer naquilo que aprendemos”, pois “sabemos de quem o aprendemos” (2Tm 3.13-15) e este legado não pode ser esfarelado. Valores que nos foram transmitidos pelas gerações passadas, a bem das memórias que ora resgatamos, não serão substituídos por devaneios e miragens que agradaram ouvidos contemporâneos.
Ecclesia reformata et semper reformanda est! Então, olhando adiante, seguiremos retornando às verdades indeléveis da Bíblia, perseverando nos caminhos da Palavra e avançando, com passo ritmado pela graça e misericórdia, em fidelidade ao Senhor Deus, à Igreja que deixaremos aos nossos filhos. Assim, oramos “àquele que é poderoso para nos guardar de tropeços e para nos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Jd 1.24). Que Deus assim nos proteja, preserve e abençoe!
Após breves 150 anos de História, confirmamos, como Igreja, o texto bíblico: “Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel; tudo se cumpriu.“ (Js 21.45). Em tudo isso, seja apenas o Senhor glorificado, honrado, bendito, magnificado, adorado e exaltado. A Primeira Igreja de Machado rende graças ao Senhor Deus porque ele é bom, sua misericórdia dura para sempre, e de geração em geração a sua fidelidade.